Solte todas as suas tensões acumuladas no dia a dia e livre-se de dores físicas que impedem movimentos soltos e contínuos.
A diferença entre uma sessão de liberação miofascial e o Rolfing, é que o Rolfing segue um protocolo enquanto que a liberação miofascial permite atuar pontualmente em regiões fragilizadas do corpo. Ambas atuam na liberação da fáscia que muitas vezes se encontra aderida a outras estruturas.
A Dra Ida Rolf, phD., em bioquímica e criadora da Integração Estrutural ou Rolfing, foi uma das precursora do estudo em fáscia. Ela se especializou-se no estudo do colágeno, um dos componentes químicos do tecido conjuntivo, que chamamos de fáscia. Esta constitui uma rede que sustenta os músculos e o esqueleto, dando-lhe forma.
A fáscia é influenciada e responde a aplicação de energia, pressão e calor. Mediante a aplicação dessa energia, a fáscia, que em seu estado normal tem uma consistência gelatinosa, torna-se mais solúvel e pode permitir que as estruturas por elas envolvidas mudem de lugar e se adaptem, numa relação mais harmoniosa com as demais partes do corpo. Sabemos também que, quando submetidas a um esforço contínuo e excessivo, ela se adensa, engrossa e perde sua plasticidade.
Imagine que andando descalço, uma pessoa pise num caco de vidro e corte o pé. Removido o caco e tomada as providências necessárias, essa pessoa vai mancar nos próximos dias, evitando colocar o peso do corpo no pé, machucado ou, pelo menos, tentando evitar o local dolorido. Esse padrão alterado de andar vai provocar maior tensão na outra perna e em algumas áreas do pé machucado.
Se imaginarmos que o corte foi no arco do pé, a pessoa vai andar entortando esse pé, para que o peso recaia mais na parte lateral. Ao repetir esses movimento alterado por alguns dias, cria-se uma demanda nos tecidos que estão sendo sobrecarregados.
Para atender a essa necessidade do corpo, a fáscia desenvolve fibras extras: fica mais grossa, mais dura, ajudando a manter o pé na posição que não dói, e a pessoa pode continuar suas atividades diárias. Alguns dias depois, o corte está cicatrizado e não dói mais.
O padrão alternativo, porém, permanece, ainda que a pessoa já não manque mais e não precisa mais evitar aquela área do pé. A fáscia já se alterou e não permite mais que o peso caia no local protegido.
A primeira vista, parece que a pessoa parou de mancar, mas de fato, o peso não voltou a se distribuir no pé, como antes.
Consideremos quantos pequenos acidentes como esse nos influencia.
Imaginemos agora uma pessoa que passe por uma fase de depressão. Sabemos que deprimida, ela tende a restringir a respiração. Os movimentos da caixa torácica tornam-se menores e mais limitados.
A fáscia e os músculos envolvidos na respiração passam a não ser usados em sua amplitude potencial. A fáscia começa a perder sua plasticidade e no, momento em que essa pessoa quiser voltar a respirar amplamente, vai encontrar uma restrição física que impede a expansão do tórax.
Como tudo isso passa num nível sutil e inconsciente, ela não se dá conta de todo esse processo e, simplesmente, nunca mais volta a respirar com toda sua vitalidade e a sua capacidade vital fica diminuída.
É fácil entender, assim, a afirmação de que o corpo tem um memória e a que a nossa história está registrada no corpo.